O futuro dos serviços das operadoras de telecomunicações

September 4, 2018
Telecom
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O futuro dos serviços das operadoras de telecomunicações
As tarifas de comunicações têm caído de forma constante e contínua a cada ano. Em um mercado altamente competitivo, vendedores e profissionais de marketing são forçados a tomar medidas tanto inéditas quanto, por vezes, insensatas na busca por assinantes.

No segmento B2C, todos já se acostumaram com a ideia de que 10-15% da base de assinantes migra de uma operadora para outra em busca de ofertas promocionais e planos tarifários. Atualmente, os clientes do segmento B2B também aprenderam a escolher e negociar. Até mesmo grandes holdings e empresas de rede estão livres para migrar de operadora para operadora, buscando as melhores condições para si a cada nova licitação e colocando as operadoras umas contra as outras, além de reduzir preços e praticar dumping, forçando assim as operadoras a reduzir drasticamente as tarifas abaixo de qualquer valor razoável.

As operadoras móveis admitiram que o piso de preços já foi atingido e, com isso, eliminaram as tarifas de acesso ilimitado à internet. Os planos tarifários voltaram a se tornar nada óbvios, e a escolha até mesmo dos pacotes de serviços públicos tornou-se, de modo geral, nada trivial. Novas quedas nos preços de mercado já são simplesmente inaceitáveis. Esse fato é hoje amplamente reconhecido por diversos players do mercado, mas eles preferem permanecer em silêncio ou continuar a guerra de marketing. São necessárias novas ideias, um olhar renovado e passos inovadores para manter receitas adequadas no setor de telecomunicações.

Uma nova geração de serviços de comunicação

Parece que as telecomunicações estão gradualmente se transformando em um mero duto de transmissão de dados, mas, pensando bem, isso não é exatamente verdade. No contexto da disputa por clientes e por seu dinheiro entre os provedores de VAS (Value Added Services — serviços que geram receita adicional) e as operadoras clássicas, os primeiros utilizam cada vez mais soluções convergentes e serviços em nuvem. Mas, hoje, isso ainda é apenas um primeiro esboço. A próxima geração de serviços de comunicação ainda está em desenvolvimento, o que significa que é preciso estar à frente das tecnologias de ponta para não ser pego de surpresa.

É desafiador criar algo fundamentalmente novo, mas é ainda mais difícil compartilhar essa ideia com o consumidor e convencê-lo de que ela é necessária e vale a pena o investimento. Por outro lado — se alguém se colocar no lugar do usuário, compreender suas necessidades, combinar todos os serviços disponíveis em um único pacote que atenda magicamente a essa demanda e oferecê-lo ao cliente em potencial — só assim será possível gerar receita e conquistar um assinante fiel.

O que o cliente precisa?

Uma empresa de médio porte, sem relação direta com TI e telecomunicações, precisa de um escritório e de funcionários que se mantenham permanentemente conectados, de preferência independentemente de sua localização real.

Os funcionários devem se comunicar, receber e executar tarefas, além de realizar a gestão de documentos. Os gestores precisam saber quem está onde e o que está fazendo em cada momento e, além disso, gerenciar os funcionários on-line. Esse é o mínimo mais comum. Nesse contexto, os custos com comunicação devem ser mínimos (já que se trata de um custo não essencial), e a comunicação em si deve ser compreensível e confiável.

VPABX — The Virtual Private Automatic Branch Exchange

VPABX — A Central Telefônica Privada Virtual

Observando o cenário geral da comunicação por voz (ainda a forma mais comum e popular de comunicação), por um lado, a telefonia clássica praticamente desapareceu e vem se transformando gradualmente em serviços em nuvem. A VPABX é a central telefônica privada virtual, que apresenta diversas vantagens, além de algumas desvantagens. Uma nuvem pública é adequada para a maioria dos usuários, enquanto uma nuvem privada é indicada para quem não deseja transferir serviços internos para servidores de terceiros.

Muitas empresas contam com representantes móveis e outros colaboradores autônomos que não trabalham no escritório e, com frequência, consideram o VOIP um meio de comunicação bastante desconfortável. A solução FMC (Fixed Mobile Convergence, ou Convergência Fixo-Móvel), sigla intrigante para o cliente e cujo funcionamento é bastante misterioso de se entender, atenderá bem a esse público. O representante móvel realiza chamadas telefônicas a partir de seu celular através da PABX corporativa para os mesmos ramais curtos usados pelos funcionários do escritório, enquanto as chamadas para assinantes externos são feitas a partir de um único número, com todas as vantagens da VPABX, a saber: bloqueio de chamadas fora do horário comercial, gravação das comunicações e outros recursos.

Além dos recursos mencionados acima, também é possível implantar um APN (Access Point Name) — isso fará com que todo o tráfego de internet seja roteado para a rede local, o que também resultará em melhorias na segurança da informação.

Cloud Office

Infraestrutura de TI na nuvem

A nuvem passa a fazer parte da infraestrutura de TI à medida que outros serviços são migrados para ela: telefonia, contabilidade, CRM/ERP, armazenamento de arquivos, videomonitoramento, entre outros. É possível ir além, instalando um vCPE, ou Virtual Customer Premises Equipment (roteador virtual), na nuvem e conectando a LAN ao vCPE por meio de uma VPN com um canal redundante dedicado, independente do canal principal.

O roteador virtual instalado na infraestrutura do data center do provedor de serviços pode oferecer o mais alto nível de proteção dos dados do cliente, além de controle de acesso dos funcionários, prevenção de ataques DDoS, entre outros benefícios.

Isso permitirá ao cliente reduzir seus próprios custos com pessoal de TI. A manutenção de computadores pode ser terceirizada, e pequenos trabalhos na LAN também podem ser realizados por especialistas qualificados do provedor de serviços, prontos para atender emergencialmente ou sempre que necessário.

Mais de 60% das empresas russas já utilizam serviços de terceirização de TI. Alguns anos atrás, os especialistas externos eram responsáveis exclusivamente por tarefas técnicas; hoje, a manutenção terceirizada envolve contratos mais sofisticados e complexos, como o IaaS, incluindo suporte técnico, consultoria e até mesmo questões relacionadas ao aumento da rentabilidade financeira do negócio.

De acordo com estatísticas, o interesse por nuvens privadas caiu até 2017, mas cresceu no caso das nuvens públicas. No geral, o percentual de entrevistados que utilizam nuvens de diferentes tipos hoje é de cerca de 95%.

using cloud

A infraestrutura híbrida continua sendo a estratégia preferida das grandes empresas; a demanda por nuvens públicas está aumentando, enquanto a demanda por nuvens privadas permanece estável. Cada vez menos empresas desejam construir sua própria nuvem privada.

Assim, o futuro próximo do negócio das operadoras não está tanto no fornecimento de serviços isolados, mas sim no fornecimento ao cliente de uma infraestrutura de TI abrangente, incluindo serviços em nuvem. E, se essa infraestrutura for capaz de atender às necessidades do cliente e ampliar sua capacidade de foco na atividade principal, não haverá mais necessidade de trocas constantes de operadora.

Os custos com serviços de infraestrutura são amplamente compensados pela economia obtida com a manutenção de TI e com os salários do pessoal de TI.

As principais vantagens dos serviços de comunicação de nova geração são as seguintes: minimização dos riscos relacionados à confiabilidade e à segurança da informação, backup dos dados em nível de data center, backup do ambiente de dados e de comunicação por voz, praticamente ausência de investimentos de capital para a criação e expansão da infraestrutura de TI do escritório, e manutenção facilitada.

O primeiro a conseguir oferecer aos clientes uma infraestrutura pronta e voltada para os negócios, em uma bela embalagem com sua própria marca, também terá uma grande oportunidade de obter um lucro expressivo em um ambiente intensamente competitivo.